Capítulo II - New Game +

Mês passado eu fiz um breve retorno às quadras. Fazia (muito) tempo que não jogava, mas foi o suficiente pra matar as saudades. Nem posso considerar esse dia, quando estiver falando da última vez que joguei bola. Assim sendo, ontem eu joguei novamente, em campo sintético. Esse faz (muuuuuito) mais tempo que não jogava. E me saí bem, veja só. Falhas catastróficas, que eu consigo lembrar, foi apenas uma. Com 10 minutos de jogo já comecei a mancar por causa do meu dedão. Aos 40 minutos, demorava algum tempo até conseguir me por de pé novamente. Nada fora do comum.
Mas não é sobre isso que quero falar. Minha saúde será abordada outro dia, em outro capítulo, mesmo que o mais adequado seria ser abordado em um pediatra, no mínimo. Essa introdução é só um memorando, um aviso de que estou em frangalhos - como era de se esperar - e a minha cama nunca pareceu tão convidativa. Portanto, vamos logo com isso que amanhã não conseguirei levantar.

E por falar em não levantar, como eu já deixei claro como as minhas energias estão em baixa, como minha disposição anda em falta, agora posso (tentar, ao menos) passar a limpo o que pretendo nessa minha nova passagem. Não simplesmente um retorno, como os anteriores. Mas um recomeço. De verdade.

Desde ano passado (ou retrasado, não tenho certeza...) me sinto com um dever de usar esse espaço, mais uma vez, não simplesmente pra escrever o que estou pensando na hora, - objetivo desse lugar, em suma - mas para passar a limpo tudo que acontece na minha vida e, principalmente, o que mais pesa na minha mente. Me sentia obrigado a falar sobre tudo que descobri e, mais que isso, consertar o que havia dito. Esse último foi o que me motivou a "resetar" tudo por aqui. Por vezes eu relia o que escrevia na época e, cara... quanta groselha... Foi uma sábia decisão, começar tudo de novo.
Não que tudo que havia antes era mentira ou bobagem. Muitos pensamentos eram totalmente centrados. Palavras que, se eu não soubesse que eram minhas, me fariam concordar com o autor. Ali, também, estavam algumas lembranças, digamos, marcantes... Tristes e alegres, nessa ordem, cada uma delas. São lembranças que ainda trago em meu coração e levarei por todo o tempo da minha vida.
Contudo, como decidi retirar tudo que falei sem conhecimento (afinal, eu era praticamente um adolescente começando a entender a puberdade), não faria sentido deixar as outras transcrições no lugar em que estavam. Existiriam lacunas, descontextualização, além de uma sensação que eu estava escondendo algo de errado que me envergonhava - o que não deixa de ser verdade, apesar do termo "errado" ser debatível. Então, um recomeço seria o mais adequado. Voltar ao princípio, mesmo que esse princípio seja o capítulo 3. O que era importante, voltarei a comentar. O que deixei passar, caso lembre, terá minha atenção. Esse não é o recomeço do blog, simplesmente. É um recomeço pro modo como eu penso. Aliás, nunca gostei de usar o termo "blog" por aqui. A impressão que fica é que quero atrair público para acessar aqui, como se fosse algo totalmente publicitário. E é justamente o contrário: esse espaço estou usando pra mim mesmo. Não é um diário, pois não quero escrever sobre como foi meu dia. Entretanto, a ideia de ter um espaço pra "desabafar" é a mesma. Se por ventura alguém descobrir esse local, fique a vontade pra ler o que escrevo. E, antes que seja tarde, fica aqui meu pedido de desculpa por qualquer coisa que tenha escrito errado, interpretação mal feita, ou opiniões contrárias. Não serei mal educado e mandá-lo se fuder, nada disso. Sois totalmente bem vindo nesse meu cantinho. Entretanto, a matemática é simples: o 'blog' é meu, eu escrevo o que quiser. Se não gostar, paciência, muitas vezes nem eu mesmo gosto do que digo/penso.

Pegando gancho nessa desfocada que dei, são momentos assim que me fazem acreditar que tem alguém além de mim aqui, conversando comigo. Ainda que essa pessoa também seja eu. E isso eu sei que é bom, pois me ajuda a entender melhor meus pensamentos. Fora o fato de que são até prazerosos, quando transcrevo nessa sintonia. Isso é algo que sentia falta. E espero não sentir novamente, tão cedo. Já é um record, mas quero ir além. Entrar aqui todo dia, mesmo que seja somente pra dizer, com uma pitada de sarcasmo, "Querido diário... tô sem saco, hoje, então vou dormir!".

Aliás, dormir já é considerável, depois de escrever tudo isso. Pouco a pouco, minha consciência vai ficando tranquila. Vou aproveitar essa tranquilidade pra dormir.

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